Elfos

Elfos

setembro 17, 2020 0 Por Pagan

Elfos, na mitologia nórdica, são considerados como um tipo de semideuses. São seres luminosos cujo alto status é demonstrado por estarem constantemente ligados aos Deuses Aesir e Vanir em Nórdico Antigo e na antiga poesia inglesa. Esse alto status e poder está presente nos textos antigos, onde há menções a seres “semielfos” com grandes poderes.

Elfo. Fonte: https://www.deviantart.com/relion/art/ljosalfar-460201184

O Deus Vanir Freyr é o senhor de Alfheim, o lar dos elfos. É importante dizer que os elfos estão organizados em uma hierarquia bem definida, é uma forma de organização diferente (pelo menos atualmente) do que se está acostumado aqui em Midgard.

“Nos portões de Alfheim”. Fonte: https://www.deviantart.com/folkvangar/art/At-the-Gates-of-Alfheim-47359886

Entender e respeitar essa forma de relacionarem-se entre si é importante para quem deseja cultuar os elfos.

"Elven Rune Magic". Fonte: http://www.howarddavidjohnson.com/fairies.htm
“Elven Rune Magic”. Fonte: http://www.howarddavidjohnson.com/fairies.htm

Sua relação com os humanos é ambivalente: elfos podem tanto causar doenças, quanto curar.

Alfheim, o reino dos Elfos. Fonte: https://www.deviantart.com/nrcart/art/ALFHEIM-The-realm-of-the-Light-Elves-587116709

Essa relação ambivalente nada tem a ver com os chamados “elfos negros”, pois esse nome é apenas usado por Snorri Sturluson (historiador e autor da Edda em Prosa). Snorri, que era cristão, chama os anões de “elfos negros” e somente ele usa o termo “Svartalfheim”. Parte do seu trabalho é baseado nos textos mais antigos e a outra parte deve ser vista com ressalva.

“Elfo Noturna”. Fonte: https://www.deviantart.com/dropdeadcoheed/art/Night-elf-650385483

O culto aos elfos persistiu séculos após a conversão formal do povo germânico ao cristianismo, como comprovam os códigos de leis medievais que, lamentavelmente, proibiam tais práticas.

Elfos. Crédito - “Meadow Elves” by Nils Blommér (1850)"
Elfos. Crédito – “Meadow Elves” by Nils Blommér (1850)”

Filhos de Elfos, Poderes e o Pós-Morte

O texto “Hrólfs saga kraka” (a Saga do Rei Hrolf Kraki) conta sobre Skuld, descrita como meia-elfo e meia-irmã do rei Hrólf Kraki. Skuld era casada com Hjörvarðr (Heoroweard), um dos subreis de Hrólfr. Em um momento da saga, ela começa a colocar o seu marido contra o rei Hrólfr.

Como eles esperariam três anos antes de pagar o tributo acumulado de uma vez, Skuld reuniu um grande exército formado por guerreiros fortes, criminosos, elfos e nornas.

O texto conta que a meia-elfa usou magia seiðr (seidr) para esconder a grande reunião de Hrólfr e dos seus campeões. Quando chegou o momento para celebrar o Yule, o rei Hrólfr e seus guerreiros não perceberam o que estava para acontecer…

Uma luta teve início e, dessa vez, Skuld usou a sua magia para ressuscitar os seus guerreiros mortos. Após uma longa luta, Hrólfr e todos os seus berserkers foram vencidos.

Älvalek, “Elf Play” por August Malmström (1866)

Outro texto antigo faz menção à possibilidade de um humano tornar-se um elfo. Isso está presente na “Saga de Olaf, o Santo” (um dos primeiros reis cristãos da Noruega). A saga conta que Olaf e um criado cavalgavam para além do túmulo do antepassado e homônimo do rei, que passou a ser chamado pelo nome de “Óláfr Geirstaðaálfr” (que significa “Olaf, o Elfo de Geirstad)”.

Nesse mesmo texto, insinua-se que o rei Olaf seria a reencarnação do falecido Olaf. Esse aspecto de reencarnação não é necessariamente novidade na cosmologia nórdica, visto que a Hamingja (uma das partes que formam o Eu [“Self”]) tem vontade própria e pode se transferir de um ente para outro da família, após a morte ou nascimento de um familiar.

Hamingja significa sorte, mas a sorte na visão nórdica antiga tem a ver com linhagem, força, personalidade, inteligência (ou habilidade com armas). Por isso tudo, para os nórdicos, a sorte origina o sucesso, riqueza e poder de uma família.

Elfos. Fonte: https://www.deviantart.com/pernastudios/art/Elves-Base-Card-Art-by-Lynne-Anderson-611327827

Fontes: https://norse-mythology.org/gods-and-creatures/elves/ ; https://www.ancient-origins.net/myths-legends-europe/diverse-nature-elves-norse-myth-beings-light-or-darkness-008327 ; https://en.wikipedia.org/wiki/Hr%C3%B3lfs_saga_kraka ; https://norse-mythology.org/concepts/death-and-the-afterlife/ ; https://en.wikipedia.org/wiki/%C3%93l%C3%A1fs_saga_helga

Religiosidade

A religiosidade dos nórdicos é marcada pela pluralidade, mesmo dentro de um único panteão os ritos podiam variar bastante dentro das tribos (característica que permanece atualmente, obviamente trocando-se as tribos do passado pelos kindreds atuais). Pais e mães comandavam os ritos dentro da família. Já as cerimônias públicas eram tarefa do jarl (“conde”, em tradução literal). Importante chamar atenção para a relação direta entre esses povos e as divindades. Mesmo a figura dos sacerdotes, dentro do paganismo nórdico, não possui o mesmo papel das religiões abraâmicas. Isso significa que as divindades podem comunicar-se diretamente com as pagãs e pagãos, o que pode ser buscado.

Vikings

Vikings, antes do início da chamada “era cristã”, têm origem nos pagãos germânicos que viveram na região onde hoje é a Alemanha, Inglaterra anglo-saxã, Noruega, Dinamarca, Suécia, Frísia (condado ao norte da Holanda), e Islândia (posteriormente). A figura dos Vikings refere-se aos navegantes invasores que também eram conquistadores, exploradores, comerciantes e colonos, tendo vivido no território onde hoje é a Noruega, Dinamarca, Suécia e Islândia. A chamada Era Viking compreende o período de tempo entre, aproximadamente, 793 da Era Comum (EC) e 1066 EC.

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